Projeto “Moradores da Floresta” transforma o ensino de ciências no interior do Espírito Santo.

O Museu de Ciências da Vida (MCV) por meio do projeto ‘Moradores da Floresta’, atividade que desenvolve a educação ambiental e divulgação científica dentro e fora do Espírito Santo, encerrou mais um ano de atividades atingindo um público estimado de 55 mil visitantes. 

O projeto, com financiamento do CNPQ, FINEP e UFES, foi idealizado com o objetivo de promover a difusão do conhecimento científico do bioma Mata Atlântica, visando a conservação dos espécimes e a implementação de práticas que mitiguem os impactos das rodovias na fauna brasileira, e superou metas e expectativas elaboradas durante a sua execução.

Resultados de 2025

  • Mais de 100 exemplares de animais silvestres da Mata Atlântica utilizados durante a exposição;
  • Realização de 11 eventos expositivos, sendo 3 destes fora do estado do Espírito Santo (Pará, São Paulo e Santa Catarina);
  • 55.578 visitantes presenciais contabilizados;
  • Cerca de 72 milhões de visualizações em divulgação em veículos variados (websites, entrevista em rádio, reportagens televisivas, etc.).
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A itinerância do projeto foi pensada para promover o acesso desse conhecimento às pessoas das comunidades interioranas do estado que carecem de centros científicos e museus, e muitas vezes, possuem dificuldades em se deslocar para regiões metropolitanas em busca dessas oportunidades. Dessa forma, esse projeto foi essencial neste processo, possibilitando a apresentação de animais nativos da Mata Atlântica (como jaguatirica, macaco bugio, cachorro-do-mato, entre outros) para muitos pela primeira vez.

   

Assim, a realização do Moradores da Floresta contribuiu para o propósito do MCV de promover a transformação social pela educação com a interiorização da ciência no Espírito Santo.

Um dos grandes diferenciais do projeto é sua coleção de peças plastinadas desenvolvidas no Laboratório de Plastinação do MCV/Ufes, com a  participação de alunos de graduação, mestrado e doutorado, técnicos e professores. Essa prática, fundamental para evitar a decomposição de tecidos e prolongar o tempo de aproveitamento das coleções biológicas, auxiliou não só no apoio visual da exposição, mas também na geração de pesquisas e conhecimentos científicos.

A plastinação de animais vítimas de atropelamentos também foi essencial para ressignificar suas existências, permitindo o conhecimento de espécies diversas pelos visitantes e o debate acerca de questões ambientais que atingem a fauna e flora brasileira, destacando a importância da valorização, proteção e riqueza da biodiversidade.

Durante as atividades itinerantes do projeto, foram abertas inscrições para mediadores voluntários da exposição em cada uma das localidades alcançadas. Os inscritos recebiam acesso à formação do conteúdo científico, contavam com a tutoria de membros da equipe, tinham a oportunidade de trocar experiências, receber orientações sobre mediação e entrar em debates.

Essa ação possibilitou o fomento da curiosidade acerca das atividades científicas desenvolvidas no estado, além de colaborar para a inserção da própria comunidade no projeto, valorizando os saberes tradicionais e possibilitando um espaço de troca entre a equipe e estudantes do nível superior e médio.

   

Atualmente, o Moradores da Floresta prosseguirá com outros recursos e está com exposição ativa em Santa Teresa/ES, com previsão de permanência até fevereiro de 2026. O MCV continuará com o Projeto Moradores da Floresta no ano de 2026, levando essa exposição incrível para todo o Espírito Santo.

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Financiamento: CNPq, FINEP e UFES.

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